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sábado, 22 de outubro de 2011

Contra o Tempo

Título Original: Source Code (EUA , 2011)
Com: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Brent Skagford e Cas Anvar
Direção: Duncan Jones
Roteiro: Ben Ripley
Duração: 93 minutos

Nota: 4 (ótimo)

O diretor Duncan Jones chamou bastante a atenção com seu primeiro filme “Lunar”. Ele continua no gênero ficção científica em seu segundo trabalho “Contra o Tempo”. Dessa vez ele adiciona um pouco de ação e romance, seguindo uma linha um pouco parecida do recente “Os Agentes do Destino”.

Confesso que não fiquei muito animado com o trailer, mas depois de ver a boa recepção da crítica resolvi conferir. A premissa é interessante. O filme começa com Colter (Jake Gyllenhaal) acordando a bordo de um trem sem saber como foi parar lá. Aos poucos a trama vai sendo explicada. Basicamente ele está dentro de um experimento chamado “Código Fonte” (título original do filme) onde está acessando a memória de uma pessoa que estava a bordo do trem que explodiu. Ele consegue acessar os últimos 8 minutos da memória dessa pessoa. Nesse tempo ele precisa tentar descobrir o que houve, voltando novamente até conseguir descobri quem colocou a bomba no trem.

São muitas as influências do jeito como ocorre a narrativa. Um bom exemplo é “Feitiço do Tempo”, no qual Bill Murray fica preso dentro do dia da marmota repetindo sempre os mesmos acontecimentos. Mas na construção da história poderia citar coisas como “Matrix” e filme inspirados nas obras de Philip K. Dick como “Minority Report”.

Duncan consegue tirar ótimas atuações do seu elenco e mostrar essa volta inúmeras vezes a dentro da cena do trem sem soar repetitivo. Enquanto isso os outros elementos da trama vão sendo apresentados mantendo um bom clima de suspense.

Tudo é muito bem desenvolvido até chegar a parte final de conclusão do filme. Existe uma determina cena em câmera lenta que se o diretor tivesse encerrado a história nesse ponto com certeza seria muito mais interessante e deixando uma dúvida final ao espectador. Infelizmente ele acaba optando por um final mais convencional com uma espécie de final feliz que prejudica bastante a lógica da história. Não chega a comprometer, mas estraga um pouco um filme que estava indo muito bem. Uma pena, pois o final da trama poderia ter um impacto muito maior, mas Duncan acabou escolhendo o caminho mais fácil.
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